O Controle Das Condutas Sociais, A partir da Arquitetura 2

O Controle Das Condutas Sociais, A partir da Arquitetura

A arquitetura hostil, ou defensiva, é uma tendência do design urbano, onde os espaços públicos são construídos ou alteram para evitar a sua utilização indevida. A vedeta de um ‘mobiliário a vocação disciplinar’, de acordo com a definição de alguns sociólogos. Os mais afetados por esta estratégia são as pessoas sem lar, e os que mais explotarían os espaços de agregação: os jovens.

Um símbolo da arquitetura defensiva é o Camden Bench, o equipamento urbano ‘anti-tudo’. Em muitas cidades do mundo têm proliferado os bancos com um braço metálico no meio, de assento individual ou verticais, para estar de pé. Também é cada vez mais comum o uso de pregos para que as pessoas não se possam sentar-se em frente de vitrines e portais, ou o de colunas pra determinar o acesso a zonas de agrupamento. Também se fazem uso métodos mais sofisticados. Em Portland, EUA, utilizaram a música clássica como um ingrediente dissuasor pra agregação juvenil. Como se pros jovens, Bach e Mahler fossem uma espécie de inseticida.

Outras cidades fazem uso geradores de zumbido de alta freqüência, que são irritantes, principlamente para os pequenos de vinte e cinco anos. No Reino Unido foram criados bairros residenciais com uma iluminação rosa que realça as imperfeições dos adolescentes e sendo assim desalentarlos a sair da residência à noite. A iluminação azul é usado em troca para que os dependentes de drogas não conseguem ser vistas as veias, durante o tempo que que no metrô de Tóquio, a empregaram pra restringir o número de suicídios, graças aos efeitos calmantes desta cor. Na Alemanha, as paredes de certas estações foram cobertas por uma pintura hidrofóbica que ‘salta’ o líquido pela pele de quem as use como penico.

As administrações mais propensas a utilizar estes recursos são as cidades mais ricas e grandes, que devem lidar com uma enorme quantidade de pessoas e desvantagens. “A cidade de Barcelona não contempla a utilização de mobiliário hostil ou defensivo e aposta por soluções concretas em ligação a comportamentos incívicas”, garantem referências municipais da capital catalã.

  • Eixo 4. Sustentabilidade ambiental
  • O exército prussiano
  • Vistosas cabeças de turco
  • Os sites educativos (edublogs): pra que servem e como são usados em sala de aula
  • 1 Atenção de doença comum e de acidentes de trabalho
  • Quinteto Liga Endesa: Os cinco magníficos

As opções defensivas cortam a necessidade de vigilância e intervenção humana, no entanto, mais do que doar soluções para as dificuldades, procuram re-situá-los ou escondê-los, segundo a lógica NIMBY (não em meu quintal). A arquitetura hostil, de algum modo, pretende substituir o estado do bem-estar, com soluções que atendem desde um ponto de visão puramente técnico, os sintomas de um defeito social, obviando-se declarar suas causas. Além do mais, há que ter em conta que estas intervenções urbanísticas também limitam o exercício do espaço público pro resto de cidadãos e põem em circunstância a sua independência.

Aparentemente, as autoridades locais estão conscientes da miopia de estratégia defensiva. Em ribeirão preto, a administração foi substituído alguns dos bancos individuais por outros modelos mais coletivos, a pedido de cidadania. Em Madrid, a prefeita Carmena foi retirado dos dentes da fonte de Sol para que retorne a ser utilizada como assento. “As problemáticas e conflitos têm que enfrentar a partir de diferentes domínios, como campanhas de sensibilização ou a participação de serviços sociais”, dizem do Barcelona.

O certo é que faltam banheiros públicos, os albergues municipais são geralmente encontradas em áreas mais periféricas das cidades e peatonalizar ou empregar chão ao verde urbano é tarefa hercúlea. Por outro lado, a educação cívica e brilha por sua ausência nos colégios espanhóis, por várias recomendações do Conselho da Europa e compreender a obedecer o espaço de todos, parece uma quimera. Por outro lado, e não menos importante, está o evento de que muitos espaços públicos tornaram-se zonas comerciais alugados por grandes organizações, onde o ser é mais clientes que cidadãos.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Rolar para cima